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domingo, 13 de outubro de 2013

MARINA & CAMPOS.. OPORTUNISMO?

Muitos veem na atitude de Marina uma jogada de oportunismo e desespero ante a iminência de ficar de fora da disputa eleitoral de 2014.
Um novo projeto foi idealizado, fomentado, burilado e amplamente divulgado. Mas, na hora de concretizar formalmente o que estava no papel, o projeto malogrou e tudo teve que mudar às pressas. Política tem dessas coisas e, ao ver a criação de sua Rede Sustentabilidade ser barrada na Justiça Eleitoral, a ex-senadora Marina Silva teve pouco tempo para tomar uma decisão. Sua controversa migração para o PSB, de Eduardo Campos, é peculiar e extremamente estratégica para as eleições do próximo ano.
Muitos veem na atitude de Marina uma jogada de oportunismo e desespero ante a iminência de ficar de fora da disputa eleitoral de 2014. A filiação a um partido tradicional seria inclusive uma contradição com os ideais de uma “nova política”, propagados durante a gestação da Rede.
“A Rede tinha um programa de ser um partido diferente, de muita consulta, princípios dogmáticos e efetivos. Todo esse conceito ideal da Rede a Marina rasgou ao ir para o PSB”, avalia o consultor de marketing político Marco Iten. Ele acredita que a forma individual como se deu a adesão já atraiu críticas e prejuízos à imagem política da ex-senadora, mas pondera que, em termos eleitorais, a dobradinha é promissora.
De fato, a atitude de Marina gerou críticas até entre aliados históricos. Um dos principais foi o ex-deputado federal Luciano Zica, que disse ter feito “papel de bobo” e deixou a Rede logo após Marina anunciar sua ida para o PSB.
Um partido dentro de outro
Tanto as lideranças do PSB quanto os apoiadores de Marina, no entanto, dizem que o abrigo na sigla de Eduardo Campos é passageiro. A ideia é que o processo de criação da Rede continue e, quando o partido estiver legalmente concretizado, a leva de marinistas siga mais uma vez sua líder, voltando à nova agremiação. “É um processo que estamos chamando de ‘filiação democrática e transitória’. Não entramos no PSB. O PSB apenas aceitou o reconheceu a Rede enquanto outro partido e aceitou nos abrigar”, tenta explicar o coordenador de organização da Rede, Pedro Ivo. A ideia, segundo ele, é a volta de uma prática que ocorria em décadas passadas, quando os partidos abrigavam outros partidos menores em sua composição. Ele próprio reconhece, no entanto, que as pessoas terão dificuldade de entender a aliança dessa forma.
“O que muda é que são duas forças que passam a trabalhar em conjunto. Temos uma aliança eleitoral e política”, diz o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.
“Mas as diferenças entre o Campos e a Marina vão aparecer cada vez mais com o tempo”, aposta o cientista político Francisco Moreira.
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* Gráfico de O Povo.

FONTE: NO MINUTO

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Após derrota, Sirkis diz que Marina tem limitações e reage mal a críticas

Um dos principais aliados da ex-senadora Marina Silva, o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) subiu o tom nesta sexta-feira (4), em texto publicado em seu blog, fazendo ataques ao jogo político da colega.
Segundo ele, Marina tem "limitações como todos", "às vezes falha como operadora política" e "reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes".
As críticas surgem um dia após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitar o pedido de registro da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora tentava viabilizar para se candidatar ao Planalto em 2014.
Ontem, depois do julgamento, Sirkis foi um dos 20 companheiros que se reuniram durante a madrugada com Marina que precisa confirmar até amanhã se estará filiada a um partido político para disputar as próximas eleições.
Segundo relatos, o deputado e Marina protagonizaram um bate-boca. Ele reclamou que Marina estava pensando apenas nela, esquecendo dos companheiros, em especial daqueles com mandatos.
Sérgio Lima-7.ago.13/Folhapress
Deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos principais aliados de Marina, criticou a postura da ex-senadora
Deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos principais aliados de Marina, criticou a postura da ex-senadora
"[Marina] Possui, no entanto, limitações, como todos nós. Às vezes falha com operadora política comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares. Tem certas características dos líderes populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d'alma que em geral eles não têm", disparou.
Ele, no entanto, ressaltou qualidades pessoais da ex-senadora. "Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos e certamente a pessoa no país que melhor projeta o discurso da sustentabilidade, da ética e da justiça socioambiental", afirmou.
Para o deputado, o grupo de Marina "deu mole" ao não perceber que não teria condições para se viabilizar para 2014. Ele ainda alfinetou Marina abordando questões religiosas, sendo que ela é evangélica.
"Para mim não foi surpresa alguma, nunca foi uma questão de fé --Deus não joga nesta liga-- mas de lucidez e conhecimento baseado na experiência pregressa. Eu tinha certeza absoluta que se não tivéssemos uma a uma as assinaturas certificadas, carimbadas, validadas pela repartição cartórios de zonas eleitorais íamos levar bomba".
O congressista criticou o fato de ela ter saído do PV após conquistar quase 20 milhões de votos em 2010.
"Não tenho mais idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais e discordei bastante de diversos movimentos que foram operados desde 2010. A saída do PV foi precipitada por uma tragédia de erros de parte a parte. Agora, ironicamente, ficamos a mercê de algum outro partido, possivelmente ainda pior do que o PV".
VOTAÇÃO DO TSE
Sirkis ainda direcionou os ataques ao TSE que rejeitou por 6 votos a 1 o novo partido de Marina por não ter atingido o número mínimo de assinaturas de 492 mil assinaturas exigidos por lei. Segundo o tribunal, faltaram quase 50 mil adesões.
"O Brasil da secular burocracia pombalina, do corporativismo estreito e da hipocrisia político cartorial falou pela voz da maioria esmagadora do tribunal. A ministra relatora [Laurita Vaz] fez uma defesa quase sindicalistas de seus cartórios de sua "lisura".
Para ele, o tribunal é corporativista. "[O ministro] Gilmar Mendes mostrou claramente o anacronismo deles na era digital. Prevaleceu a suposta "dura lex sed lex" mas que pode também ser traduzido, no caso, pelo mote: "aos amigos, tudo, aos inimigos, a Lei". E o PT já tinha avisado que "abateria o avião de Marina na pista de decolagem".



do folha.com

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ministro do TSE afirma que situação do partido de Marina Silva “é difícil”

marco aurelioO ministro Marco Aurélio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (2) que a situação do partido da ex-senadora Marina Silva é “muito difícil”. O Ministério Público Eleitoral enviou ao TSE parecer contra a concessão de registro ao partido Rede Sustentabilidade, organizado por Marina. O tribunal deve julgar amanhã (3) o processo de registro do partido. Se o requerimento for negado, a Rede não poderá disputar as eleições do ano vem, porque o prazo para que partidos sejam registrados na Justiça Eleitoral termina no sábado (5).
Segundo Marco Aurélio, a situação é “muito difícil”, porque a Justiça Eleitoral determina que a autenticação das assinaturas dos apoiadores do partido deve ser feita pelos cartórios eleitorais nos estados. De acordo com o ministro, as validações não podem ser feitas pelo TSE. “Sob a minha ótica, o que está na lei em termos de exigência consubstancia a formalidade essencial para o registro e todos se submetem às regras do jogo”, afirmou o ministro.

do blog de robson pires