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sábado, 27 de julho de 2013

Bloqueada, BBom propõe ao Ministério Público Federal reformular negócios

Divulgação
João Francisco de Paulo, proprietário da BBom, esteve na reunião
Suspeita de ser uma pirâmide financeira, a BBom sugeriu ao Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) que poderia reformular seu modelo de negócios. A proposta, porém, não vai ter nenhum impacto imediato sobre a liminar que, no início do mês, congelou contas da empresa.
Representantes da BBom reuniram-se nesta sexta-feira (26) com a procuradora da República em Goiás, Mariane de Mello, responsável pelas investigações.
A empresa solicitou o encontro com o objetivo de, segundo sua assessoria, "apresentar esclarecimentos" e dissociar a imagem da BBom da Telexfree – também suspeita de ser uma pirâmide financeira e que teve suas contas congeladas.
Segundo a assessoria do MPF-GO, os representantes da BBom mostraram preocupação em "reformular" a empresa e sugeriram a possibilidade de contratar uma consultoria externa para esse trabalho. A procuradora se comprometeu a analisar os documentos que vierem a ser apresentados.
Durante o encontro, porém, não foi discutido nenhum acordo ou proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que pudesse levar à revogação da liminar que bloqueia as atividades da empresa. Também não ficou agendada nenhuma nova reunião.
A assessoria da BBom não comentou a possibilidade de contratar uma consultoria externa para reformular os negócios.
Suspeita de pirâmide
A BBom surgiu em fevereiro deste ano como uma empresa de marketing multinível. Desde então, recrutou cerca de 300 mil revendedores – chamados de associados – com promessas de ganhos expressivos com a revenda de assinaturas dos serviços de monitoramento e rastreamento da Embrasystem, dona da marca.
Para a procuradora Mariane, a BBom na verdade se sustenta com as taxas de adesão pagas pelos associados. Por isso, é uma pirâmide financeira, já que depende da contínua entrada de integrantes na rede para se manter.
Em 10 de julho, a juíza substituta da 4ª Vara Federal em Goiás, Luciana Laurenti Gheller, aceitou a denúncia e determinou por liminar – decisão temporária – o bloqueio de R$ 300 milhões das contas do grupo Embrasystem e de seus proprietários . No dia 16, a juíza expandiu a liminar para impedir que a BBom cadastrasse novos associados e recolhesse as mensalidades de quem já está na rede .
O recurso da empresa contra a decisão chegou às mãos do desembargador federal Carlos Moreira Alves em 19 de julho. Procurado, o gabinete do magistrado informou não haver previsão para julgamento.
Além da BBom, outras 18 empresas são investigadas em todo o País por suspeita de serem pirâmides financeiras . Em junho, a Justiça Estadual do Acre determinou o bloqueio das contas da Telexfree.
Os representantes da BBom e da Telexfree sempre negaram irregularidades.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

BBOM é alvo de ação no Procon/RN

A relação entre um investidor e empresa de marketing multinível está sendo, pela primeira vez, alvo de ação no Procon do Rio Grande do Norte. O BBOM, pertencente ao Grupo Embrasystem, está sendo investigado por suposto descumprimento de acordo com um natalense. A queixa é que o investidor teve R$ 1.400,00 deduzidos de sua conta na empresa sem que o dinheiro fosse repassado à conta bancária do beneficiário. Segundo o Procon, a empresa já foi notificada.

De acordo com o investidor que relatou o problema, ele entrou na empresa com quatro contas, entendendo que os valores investidos por ele seriam utilizados na produção de rastreadores supostamente locados pelo BBOM. Do valor arrecadado com os alugueis, o investidor (chamado de patrocinador pelo BBOM) ficaria com a metade, enquanto a empresa ficaria com a outra parte. 

Segundo o investidor, o acordo vinha sendo cumprido e os recursos eram repassados a ele através do site da empresa, onde o próprio beneficiário indicava o valor que queria que fosse repassado à conta corrente. Porém, ele teve problemas nos dias 2 e 20 de junho, quando tentou realizar dois saques no valor de R$ 700 cada. Na conta no site da empresa ficou constatado que ele retirou o dinheiro, mas os R$ 1.400,00 não foram repassados à conta corrente indicada.

"Foi a primeira vez que isso aconteceu, e foi só em uma conta. Já havia ocorrido com outra pessoa que eu conheço, mas ele entrou em contato com a empresa e o dinheiro foi devolvido. Já no meu caso, eu mandei e-mail, eles disseram que fariam o estorno, mas nada foi feito. Tentei falar por telefone e não consegui. Aí preferi ir ao Procon para resolver o problema", explicou o investidor.

De acordo com o coordenador do Procon, Arakén Farias, o Ministério da Justiça recomendou que todas as denúncias encaminhadas à instituição fossem recebidas e averiguadas, apesar do entendimento do órgão ser que não são todos os casos de marketing multinível que caracterizam relação de consumo.

"Nesse caso do BBOM, entendemos que há relação de consumo e houve uma falha no repasse do aluguel do rastreador através do site da empresa. No caso do Telexfree, por exemplo, entendemos que podemos atuar caso seja falha de alguém no uso do serviço de telefonia Voip, e não com relação a ações judiciais, como já nos foi questionado", disse Arakén Farias.

O Procon já encaminhou notificação para o BBOM, que tem sede em São Paulo, para que sejam encaminhadas informações sobre o caso e, em seguida, seja marcada uma audiência. A empresa pode ser multada e obrigada a ressarcir o investidor.
A reportagem da TN tentou o contato com a BBOM através do telefone da empresa em São Paulo, mas as ligações não foram atendidas.

FONTE:TRIBUNA DO NORTE

quarta-feira, 10 de julho de 2013

BBom: contas são bloqueadas pela Justiça por suspeita de pirâmide

A BBom teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal por suspeita de ser uma pirâmide financeira. A empresa, que tem cerca de 300 mil associados, é a segunda a ter as transações financeiras suspensas por esse motivo nas últimas 3 semanas.
A decisão atinge as contas da Embrasystem, que usa os nomes fantasias BBom e Unepxmil, e da BBrasil Organizações e Métodos LTDA, bem como os bens dos sócios proprietários de ambas.
Procurada, a BBom informou que se pronunciaria em breve. Em entrevista ao iG publicada no último dia 2, o diretor da empresa, Ednaldo Bispo, negou qualquer irregularidade .

Rastreador não tem registro na Anatel
A BBom informa ser uma empresa que comercializa produtos e serviços por meio de marketing multinível – um modelo de varejo que premia os vendedores que atraem outros vendedores para a rede.  O principal serviço, segundo Bispo, é o de rastreamento de veículos.
A juíza susbstituta da 4ª Vara Federal de Goiânia, porém, considerou que os pagamentos feitos a cada participante da rede “depende exclusivamente do recrutamento feito por ele de novos associados”, de acordo com nota divulgada no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A BBom cobra dos revendedores taxas de adesão que variam de R$ 600 a R$ 3 mil.
A juíza também apontou como evidência o fato de que o rastreador de automóveis comercializado pela BBom não tem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Em todo o Brasil, 13 são investigadas
A empresa já tinha se tornado alvo de investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que anunciou no último dia 2 a abertura de inquéritos contra seis empresas por suspeita de pirâmide financeira.
Em todo o Brasil, 13 empresas são investigadas atualmente por suspeita de pirâmide, segundo Murilo Moraes e Miranda, presidente da Associaçao do Ministério Público do Consumidor (MPCon) e promotor do Ministério Público de Goiás (MP-GO).
Com um argumento semelhante, no dia 18 de junho a Justiça do Acre suspendeu os pagamentos e bloqueou os bens dos donos da Telexfree, que informa comercializar pacotes de telefone por internet (VoIP, na sigla em inglês). Os responsáveis também negam irregularidades e entraram com um mandado de segurança contra a decisão que, na última segunda-feira, manteve o bloqueio.

Fonte: iG/JHRN